Maldito fim de tarde que não para de nos assombrar

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Lendo as notícias sobre a final da Copa do Brasil entre Vasco x Coritiba, não tem como não pensar no final de tarde em que todo trabalho foi jogado no lixo, e mais uma vez o Palmeiras foi traído pelo destino, porque uma coisa é falta de competência, outra é falta de sorte em determinadas ocasiões ou ser perseguido e roubado (situações pela qual quase todos passam vez ou outra), agora o que acontece com o Palmeiras é totalmente diferente e inexplicável pois uma coisa é ser roubado ou dar azar, outra é ser roubado ou dar azar SEMPRE e por vários anos seguidos.

Lendo sobre a final da Copa do Brasil, não tem como não pensar nessa foto tirada naquele final de tarde de domingo no Pacaembu, em que num misto de sentimentos que iam mudando no decorrer da partida, tudo indicava que este ano seria diferente, e que desta vez podíamos contra tudo e contra todos, e mais do que nunca, nós realmente acreditávamos.

Ao contrário do que a imprensa pregou durante toda semana que antecedeu aquela partida contra os gambás pela semi-final do Paulista, aquele lugar era sim a segunda casa do Palmeiras, e sem nenhuma intimidação, todos Palmeirenses se portaram como tal, como donos da casa, dos torcedores lotando as arquibancadas e cantando sem parar aos nossos jogadores que se portaram como verdadeiros guerreiros e não pararam de lutar.

Visitantes? Intimidados? Esses eram os medíocres gambás que da sua calada torcida aos jogadores sem honra e garra mostraram desde o início quem mandava ali, mas de todos os galinhas, infelizmente teve um que não se intimidou, o único que se sentiu mais em casa do que nós, e esse foi o inescrupuloso e sem alma Paulo Cesar de Oliveira, que teve essa postura não por ser um homem corajoso, mas por se sentir respaldado por um sistema corrupto e sem leis.

E na história do jogo, mesmo sendo roubados descaradamente, mesmo perdendo nosso maior craque e jogando com um a menos, nenhum torcedor ali presente conseguiu deixar de acreditar, e se isso ocorreu com alguém não durou mais do que dois minutos, porque em meio ao ódio aquele juiz e ao sistema tentando mais uma vez prejudicar o Palmeiras, éramos tomados pela esperança vinda dos torcedores ao nosso lado e do time que mesmo desfalcado correspondia bravamente em campo, mas, infelizmente, nos assombrando mais uma vez o destino quis que nos pênaltis fossemos eliminados.

Muitos de vocês devem estar se perguntando, ok, mas o que a semi-final do Paulista tem a ver com a final da Copa do Brasil?

Bom, ao contrário da teoria da conspiração levantada pelos mais criativos no lamentável jogo contra o Coritiba, para mim ficou muito claro que não teve boicote, conspirações e afins, mas sim, única e exclusivamente um reflexo do jogo anterior contra nosso pior inimigo, o sistema. Para mim estava nítido que os jogadores estavam totalmente foras de si, estavam totalmente anestesiados, desmotivados, e sei lá mais qual palavra usar, e aos que discordam, peço apenas uma reflexão, imaginem vocês em seus empregos lutando para uma promoção, eis que seu chefe diz que outras pessoas estão concorrendo e quem apresentar o melhor trabalho ao final de um período será promovido. Após 6 meses de um longo e duro trabalho, bem no dia da apresentação, em uma sala com todos concorrentes o filho de um amigo do diretor da empresa na frente de todos, descaradamente pega seu trabalho, apresenta como se fosse o dele e recebe a promoção. Como você iria trabalhar no dia seguinte?

Por isso eu afirmo, se não fosse aquele jogo, naquelas circunstâncias, o Palmeiras teria passado pelo freguês Santos e seria campeão Paulista e hoje também passaria fácil pelo limitado e sem comando time do Vasco, que ao contrário do Palmeiras que não sabe mais o que é ter sorte, única e exclusivamente por ela, a sorte, tem tudo para ser campeão em cima do ridículo Coritiba.

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